Alerta aos varejistas de flores e plantas ornamentais sobre a redução da jornada e o fim da escala 6×1
O Sindiflores, endossa a manifestação da preocupação da FecomercioSP, com o relatório que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, previsto nas PECs 221/2019 e 08/2025. Embora reconheçam a importância do debate sobre qualidade de vida dos trabalhadores, as entidades defendem que qualquer mudança precisa considerar também a produtividade, os custos das empresas e a sustentabilidade econômica dos negócios.
Para os empresários varejistas de flores e plantas ornamentais, o tema exige atenção especial, pois o setor depende de mão de obra presencial, atendimento em horários comerciais ampliados, datas comemorativas, picos sazonais e flexibilidade na organização das escalas.
Principais pontos de preocupação
A proposta pode criar um modelo rígido de escala de trabalho definido na Constituição, reduzindo a liberdade das empresas para organizar suas equipes conforme a realidade de cada negócio.
Também há preocupação com a limitação da negociação coletiva.
A FecomercioSP aponta que acordos e convenções já existentes, com regras sobre jornada, banco de horas, escalas e compensações, poderão perder validade caso não sejam ajustados em prazo curto.
Outro ponto crítico é o período de transição considerado insuficiente. Mudanças rápidas podem gerar insegurança jurídica, aumento de custos, dificuldade operacional e maior risco de judicialização trabalhista.
Impacto direto no varejo de flores e plantas
No comércio de flores e plantas ornamentais, os impactos podem ser relevantes porque muitas empresas são micro e pequenas, com equipes enxutas e forte dependência de atendimento contínuo ao consumidor.
Datas como Dia das Mães, Dia dos Namorados, Finados, Natal, casamentos, eventos e períodos de maior demanda exigem escalas flexíveis. A redução da jornada, sem ganho de produtividade ou compensação adequada, pode obrigar o empresário a contratar mais funcionários, ampliar custos trabalhistas ou reduzir horários de atendimento.
Esses custos podem acabar sendo repassados aos preços, afetando a competitividade das floriculturas, garden centers e demais empresas do setor.
Mensagem central aos empresários
A FecomercioSP, o Sindiflores e as demais entidades patronais do comércio defendem que mudanças na jornada de trabalho devem ocorrer de forma gradual, negociada e sustentável, respeitando as diferenças entre setores econômicos e a capacidade de adaptação das empresas, especialmente das micro e pequenas empresas.
Para o varejo de flores e plantas ornamentais, é fundamental acompanhar o andamento da proposta, avaliar os possíveis impactos nas escalas de trabalho e reforçar a importância da negociação coletiva como instrumento para preservar empregos, manter o funcionamento das empresas e garantir equilíbrio entre trabalhadores e empregadores.