Brasileiros aceitam tratar de trabalho fora do expediente, diz pesquisa

68% não se importam em resolver problemas em seu tempo livre.

Maioria acredita que o empregador espera disponibilidade fora do escritório.

Dividir o tempo entre trabalho e vida social é um dos dilemas profissionais da atualidade. Com o aumento do uso da internet em dispositivos móveis, o envio de e-mails e o uso de aplicativos de mensagens, como o Whatsapp, se tornaram mais comuns fora do horário do trabalho. Mas os trabalhadores gostam disso?

Pesquisa da Randstad, empresa multinacional de recursos humanos, apontou que 68% dos brasileiros não se importam em resolver temas do trabalho durante seu tempo livre. Globalmente, o índice foi de 56%. Na Índia, o percentual chega a 76%. Os dados mostram que ocupar os momentos de folga com e-mails e telefonemas do trabalho está se tornando cada vez mais comum e até mesmo aceito pela maioria.

Os japoneses são os que mais delimitam o horário entre o privado e o profissional, uma vez que apenas 35% responderam positivamente ao estudo.

Do total de profissionais ouvidos pela pesquisa, 57% acreditam que seus empregadores esperam que eles estejam disponíveis também fora do escritório. No Brasil, esse número sobe para 58%. Os chineses, com 89% e os suecos, com 40%, são os dois polos que aparecem nesta parte do levantamento.

Entre os dados mais polêmicos revelados na amostragem, está a informação de que 38% das pessoas se sentem pressionadas a responder chamadas e e-mails relacionados ao trabalho mesmo quando estão de férias. Esse mesmo número reflete o resultado alcançado entre os brasileiros (38%), que ocupam a 13°colocação nesta questão. 68% dos profissionais do Brasil afirmaram que concordam que são capazes de se desligarem do trabalho nas férias.

Por outro lado, 64% dos entrevistados assume que trata, por vezes, de assuntos particulares no trabalho. Neste ponto, os brasileiros estão dentro da média dos países, com 70%, o mesmo resultado dos norte-americanos e dos turcos.

A pesquisa ouviu mais de 13.600 entrevistados, em 34 países.