Estado de SP tem 70% da produção nacional de flores e plantas ornamentais

Produtores do Estado exportaram US$ 8,41 milhões em 2018, representando 62,3% do valor total dos itens que deixaram o Brasil

São Paulo é o principal produtor e exportador de flores no Brasil. Em 2018, os produtores do Estado exportaram US$ 8,41 milhões, representando 62,3% do valor total dos itens que deixaram o País (US$ 13,5 milhões). A floricultura de São Paulo rendeu R$ 5,67 bilhões naquele ano, representando 70% do valor faturado no território brasileiro com a atividade.

Para prestigiar o trabalho dos produtores, a equipe da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (SAA) participou de atividades da 38ª Expoflora, maior exposição de arranjos florais da América Latina, promovida em Holambra, antiga colônia holandesa, que responde por quase a metade de todo o comércio brasileiro de flores e plantas ornamentais.

“A exposição foi criada, há 38 anos, para divulgar as novidades e os lançamentos do setor e incentivar o comércio de flores e plantas ornamentais em todo o Brasil. O evento, já consagrado, recebe cerca de 300 mil visitantes por ano, gera cerca de 500 vagas de trabalho diretas e aproximadamente 5 mil indiretas, além de expor o trabalho de 500 produtores que atuam por meio das cooperativas Veiling de Holambra e Cooperflora”, salienta Vera Longuini, coordenadora de comunicação do evento, realizado até o último domingo (29).

Setor

O espaço na cidade ocupou o espaço de 250 mil m², com 200 mil vasos plantados e doze ambientes que retrataram costumes e tradições holandesas. “O setor de flores no Brasil evoluiu muito e está cada vez mais profissional. Temos quase 400 cooperados. Dessa forma, conseguimos garantir constância, variedade e qualidade”, ressalta André Boss, diretor-geral da Veilling Holambra, que acredita que o grande desafio deste mercado é o abastecimento e a inovação.

“As lojas precisam ser abastecidas assiduamente, o que nos faz pensar nas melhores estratégias de distribuição. Além disso, estamos digitalizando nossos processos e entrando no mercado de lojas virtuais”, completa. De acordo com o empresário, a SAA é fundamental para oferecer, além de genética, o fortalecimento do setor por meio de uma câmara setorial.

Graças ao trabalho de pesquisadores, agrônomos e outros especialistas da área, novidades podem ser apresentadas anualmente. “Rosa bicolor, samambaia azul, lírios gigantes, entre outras plantas e flores que apresentamos nesta edição, são frutos de anos de pesquisa e de cuidados em campo. O objetivo é oferecer beleza, durabilidade e bem-estar aos que estiverem rodeados por essas preciosidades na natureza”, afirma Jan Boon, designer floral. O profissional trabalha, por exemplo, no novo foco de pesquisa ligado ao perfume das flores.

Roberto Machado, diretor da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável – Regional Mogi Mirim, da qual Holambra faz parte, exalta que plantas e flores têm papeis importantes não só no paisagismo, mas também na recuperação ambiental.  “O setor é muito intensivo, o que gera impactos positivos e negativos. Cabe a nós, do Governo, orientar as ações para que se tenham menos interferências negativas na água, no solo e no meio ambiente de forma geral”, explica.

Produção

Os números do setor no Estado apontam uma tendência de crescimento de 12% na produção de plantas verdes em vasos. Em segundo lugar, vêm as plantas com flores, também em vasos, com previsão de 7% de crescimento. Espécies para jardinagem estão na sequência, com aumento de 4%, e as flores de corte fecham a lista com avanço de 2%.

O Brasil tem cerca de 8,3 mil produtores, 60 centrais de atacado (como as cooperativas, por exemplo), 680 atacadistas e prestadores de serviço e mais de 20 mil pontos de varejo. São cerca de 15,6 mil hectares de área cultivada, o que coloca o país no 8º lugar entre os maiores produtores de plantas ornamentais do mundo.

Em 2019, foram criados 209 mil postos de trabalho no setor, sendo que 54% dessas vagas são no varejo, 39% na produção, 4% no atacado e 3% em outras funções. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), em 2018, a área de produção de flores no Estado era de 9.360 hectares, equivalente a 60% da área nacional.

Trabalham no cultivo das flores quatro mil produtores, uma cadeia produtiva que gera 125 mil empregos por ano. Atibaia e Holambra são os principais municípios produtores de São Paulo com a área de produção, de respectivamente, 891,5 e 397,1 hectares de flores de corte e ornamentais, floricultura de vaso, crisântemo e rosa.

Do Portal do Governo