O Dia dos Pais está em alta, segundo o Google.

No e-commerce, ele só perde para o Dia das Mães, em relação a todas as datas comemorativas.  Mesmo assim, ainda existem oportunidades para marcas e consumidores se conectarem ainda mais com os pais brasileiros

De acordo com um levantamento do Google, nos últimos 3 anos, entre 2015 e 2018, as buscas sobre o Dia dos Pais tiveram um crescimento médio de 19%. E os resultados de vendas do ano passado foram os melhores desde 2013.

Dois dados registrados pelo estudo ajudam a entender melhor o comportamento de quem compra presentes no Dia dos Pais. O primeiro é que quase metade das compras é feita na véspera ou no próprio dia. O segundo é que apenas um em cada cinco consumidores compra pela internet; portanto, embora o volume de vendas online seja alto em comparação com outras datas, ainda há muito espaço para crescimento.

Deixando a compra para a última hora, os consumidores acabam recorrendo à loja física – o que explica o aumento do movimento no comércio offline na data. E o que faria esse consumidor migrar para o e-commerce? Uma combinação de frete grátis, preços atraentes e prazo curto de entrega, revelou a pesquisa. O digital ainda tem espaço para crescer como canal na data, mas tem grande destaque como fonte de informação e inspiração.

Afinal, escolher o presente nem sempre é fácil. Dos respondentes da pesquisa do Google, 25% assumem ter dificuldade para escolher os itens, e outros 25% vão a várias lojas antes de fazer a escolha.

As pessoas também pedem ajuda: as buscas por sugestões e dicas de ideias criativas na semana que antecede o Dia dos Pais cresceram 8% em 2018.

As buscas no Google por presentes para a data começam a aquecer um mês antes, ganhando maior tração nas três semanas que antecedem a data e registrando o pico na última semana. Na busca por informação e inspiração, o digital tem grande destaque, principalmente sites de busca (26%), sites de comparação de preços ou de lojas (23%) e redes sociais (12%).

A pesquisa também comparou o que os pais querem ganhar com o que os filhos vão presentear, mostrando que boa parte dos filhos ainda desconhece os gostos de seus pais. O ranking da lista de presentes de ambos só têm comum o topo e o fim da lista: roupas, calçados e acessórios  (1º) e bebidas alcoólicas (6º).

Além dos presentes, a data também é uma excelente oportunidade para o setor de comidas e bebidas: 84% das pessoas planeja celebrar o Dia dos Pais em casa.

Somente 35% deles se identifica com a imagem projetada pela publicidade. O maior desafio é abandonar a já velha imagem do provedor que ocupa um papel de coadjuvante na criação dos seus filhos. Além disso, é preciso incorporar a noção do pai protagonista, cuidador e presente no cotidiano de suas casas. Isso se alinha a um debate que ganha cada vez mais força: a nova masculinidade, menos tóxica e que busca uma maior igualdade entre os gêneros.

Dentre as características citadas que não representam os entrevistados estão a imagem de “pai perfeito” (41%), pai com papel secundário ou coadjuvante na criação dos filhos (32%), pais muito rígidos e autoritários (30%), pai que está sempre trabalhando e pouco presente em casa (27%), pai só presente na hora da diversão: brincadeira, futebol (26%), e pai pouco atuante nos cuidados diários e no cotidiano (23%).

No futuro, a imagem que eles gostariam que as campanhas publicitárias passassem é de um pai que está presente no cotidiano dos filhos e que divide igualmente as responsabilidades da casa e da criação das crianças. A necessidade da representatividade de famílias além do formato tradicional também foi mencionada.