Um vislumbre no varejo do futuro

 

Você já deve ter reparado no grande aumento no número de pessoas que compram utilizando a internet. A ascensão do e-commerce não dá sinais de que está acabando, muito pelo contrário: a cada ano que passa, os números se tornam mais significativos. Em 2016, o faturamento chegou a 44 bilhões de reais, 7,4% maior do que em 2015, quando o comércio eletrônico registrou um volume de 41,3 bi.

Mesmo em tempos de crise e crescimento tímido, o número de pedidos se mantém estável enquanto o ticket médio continua apresentando alta. Ou seja, além de estarmos comprando cada vez mais pela internet, estamos gerando cada vez mais faturamento para este setor do comércio.

Com tantos números positivos (algo que contrasta com a realidade de outros segmentos do varejo), o e-commerce dá largos passos para se tornar o futuro da atividade varejista.

É esse cenário de crescimento – aliado à transformação digital, à inovação e à criação de novos modelos de negócio – que queremos apresentar para você nos próximos minutos de leitura. Veja agora um vislumbre produzido por nossa equipe sobre o que acreditamos ser o varejo do futuro.

1. Conheça, clique, compre

Como sempre gostamos de realçar em nossos conteúdos a transformação digital, ela não é mais uma escolha, mas uma realidade cuja as pessoas e os negócios estão aprendendo a lidar e desenvolver.

Para um exercício de vislumbre para o futuro do varejo, não é preciso nem dizer que iremos apoiar nossa criatividade em cima de números já existente e, claro, nossa perspectiva favorável ao desenvolvimento dos processos digitais.

Ao pensar no varejo do futuro, é impossível não enxergar a internet como substituta do shopping center. Cada vez mais, as pessoas prezam pela facilidade da compra online.

As facilidades e preços atrativos são as principais vantagens, porém, o aumento da eficiência dos protocolos de segurança e a disponibilização de um estoque bem mais amplo ao consumidor também são dois grandes atrativos que estão somando forças aos demais.

2. Pagamentos mais seguros, ágeis e simplificados

Uma compra fácil deve ser acompanhada de um pagamento fácil. Essa é a teoria que dita os rumos das tecnologias de transação monetária na rede.

Grandes empresas, como VISA e Samsung, estão investindo em apps e gadgets que facilitam ainda mais o pagamento, pegando carona na internet das coisas e no big data para facilitar ainda mais a experiência de compra de um cliente.

Grandes plataformas de varejo, como a chinesa AliExpress, permitem a realização de compras com apenas 3 cliques. Ou melhor, toques!

Pensando na realidade atual, o cartão de crédito é o pai do comércio eletrônico, sem ele é muito difícil pensar no sucesso deste modelo de varejo, porém, agora já consolidado, o que as empresas buscam é uma forma de deixar o pagamento ainda mais fácil e seguro que o cartão.

3. Frete mais rápido e eficiente

O calcanhar de aquiles do e-commerce é, com certeza, o frete. Em países gigantescos, como é o nosso caso, é comum que as empresas ainda contem com processos logísticos atrasados ou que não são capazes de entregar o valor e a modernidade que o novo varejo deseja.

É esse desafio que está tirando muitas gigantes do e-commerce de suas zonas de conforto. A Amazon testa entrega com drones, o Australian Post testa com robôs e algumas lojas de rede estão topando o desafio da entrega em 24h ou menos, tudo para fazer com que a entrega do produto consiga acompanhar a agilidade da compra.

4. A sua casa compra para você

O conceito de internet das coisas ainda parece bastante distante da realidade, porém, ela está mais perto do que imaginamos.

Colocar internet em objetos cotidianos e dar a eles a habilidade de captação e interpretação de dados é o primeiro passo para fazer com que a sua geladeira entenda seus hábitos de compra, qual a periodicidade que você vai ao mercado e quais os produtos que você sempre compra. O próximo passo? Fazer as compras para você e pedir a entrega para quando você estiver em casa.

Sim, parece cena de filme mas isso não é tão difícil de se concretizar. E onde você pensa que a sua geladeira irá fazer o reabastecimento? É claro, pela web!

Por isso, esteja preparado para um futuro próximo no qual poderemos automatizar nossos bens de consumo para que eles trabalhem em prol da nossa rotina, facilitando-a e encontrando no varejo eletrônico o parceiro ideal para resolver aqueles pequenos problemas do dia a dia, como chegar em casa após o trabalho e descobrir que não há nada para jantar.

5. Então teremos um futuro sem lojas?

Provavelmente, não. Um estudo da federação norte americana de varejo demonstrou que mesmo com o crescimento do varejo online, a modalidade está longe de conseguir desbancar a loja física como preferência das pessoas.

Os consumidores ainda gostam muito do estímulo do ambiente da loja, da possibilidade de atendimento pessoal e do passeio relacionado às compras, e é muito difícil que todos nós passemos a utilizar somente nossos dispositivos para realizá-las.

As lojas ainda são um grande apelo para as marcas, porém, conforme o e-commerce se aperfeiçoa, surgem as oportunidades das lojas saírem de seu modelo tradicional, transformando-se em poderosos locais para otimizar a experiência do cliente, fidelizá-lo e atraí-lo.

São atitudes muito mais interessantes do que apenas vender, não é mesmo? A loja sempre estará ali, mas a projeção é que ela se torne cada vez mais ágil e interessante, assim como acontece com o marketplace virtual da empresa.

Como podemos observar, sem fazer nenhum exercício de futurologia é possível prever um cenário plausível para o varejo. O futuro demanda inovação, por isso, não enxergar o peso do comércio eletrônico nos rumos do varejo é como não enxergar a importância da natureza para a vida no planeta.

Mediante as mudanças que se apresentam no meio corporativo e a ascensão da tecnologia como facilitador e otimizador de processos do trabalho, é inegável enxergar no meio digital o futuro mais próspero para o varejo.

Tiago Magnus  - Ecommerce Brasil