Um retrato do setor de varejo

 

Matéria divulgada nessa terça feira (14 de agosto) no Jornal Bom dia Brasil da conta que nos últimos 2 anos 220 mil lojas fecharam as portas. Certamente esse numero é resultado da retração econômica vivida pelo país, mas quando colocamos uma lupa “na cena do crime” podemos descobrir algumas constatações que passam desapercebidas ao primeiro olhar...

O estado mais atingido pelo fechamento das lojas é o Rio de Janeiro. Assim, podemos conectar o problema econômico do varejo ao problema politico do estado, um dos mais afetados pelas investigações sobre corrupção.

Em junho desse ano o setor de serviços apresentou seu melhor resultado dos últimos 5 anos. Isso aponta para o fato da migração de muitos negocios, do varejo para serviços, na busca de redução de custos fixos (sobretudo com ponto comercial)

Os supermercados foi o único setor que apresentou crescimento de lojas nos últimos 2 anos. Isso mostra que um pacote de marketing e poder de investimento fazem toda diferença no varejo hoje. Mesmo que não tivesse havido a retração econômica, essa diferença de poder de investimento e de organização de marketing iria ser fatal para um grande numero de lojas e um processo de concentração já estava plantado no setor. O que nos motiva em relação a isso é que com algumas iniciativas associativistas (ver modelo pool de design em São Paulo – artigo que publiquei aqui mesmo no BLOG há alguns meses atrás) e uma melhor postura de marketing (sobretudo pela mudança no papel do dono da loja e onde ele aplica seu tempo) podem resultar na reversão dos números do setor de varejo apresentados nos últimos 2 anos.

Conceitos modernos como ominichannel, experiencia de compra, presença digital, multivarejo, engajamento de funcionários, marketing social e design de serviços são temas urgentes para o varejo, e principalmente ao pequeno varejo. É possível sobreviver sendo pequeno, mas é impossível ter lucro sem uma diferenciação que seja mais consistente e melhor comunicada. Essas ferramentas listadas acima ajudam a fazer isso.

Os pequenos empresários, e principalmente os de varejo, tem uma grande resistência a capacitação. E quando investem, enviam seus funcionários... O maior patrimônio de um negocio é a cabeça do dono e para que as competências listadas no paragrafo anterior sejam implantadas no negocio o ponto fundamental é a gestão de tempo e de foco do proprietário.

Na observação que tenho feito através dos trabalhos de consultoria, costumo dizer que esse tempo deveria ser dividido em: 30% para assuntos operacionais, 20% para assuntos administrativos e 50% para mercado (contato com clientes, promoção de vendas, pesquisa de novos produtos, promoções de fluxo, fidelização, parcerias estratégicas, presença digital). Se o dono se capacitar e se ele destinar seu tempo dessa forma ele certamente terá sucesso.

Nunca foi tão urgente não fazer parte das estatísticas...

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Augusto Aki

Fonte: Jornal Bom Dia Brasil