FecomercioSP é contrária à proposta do setor de cartões de crédito que prevê o fim dos parcelamentos sem juros

Segundo a Entidade, as formas de pagamento devem ser definidas pelos empresários, por se tratar de uma estratégia de negócio moldada de acordo com o fluxo de caixa e a conveniência dos clientes

São Paulo, 31 de janeiro de 2018 - A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é contrária à proposta do setor de cartões de crédito que prevê o fim dos parcelamentos sem juros na aquisição de bens e serviços. A proposta, apresentada ao Banco Central no início de janeiro, prevê que as empresas de cartões passem a oferecer modelos similares a crediários para seus clientes como forma de parcelar suas compras e que o prazo de pagamento aos lojistas seria reduzida de 30 para cinco dias.

Para a FecomercioSP, no entanto, cabe aos varejistas definir suas práticas de negócio, desde que ajam dentro da lei. Dessa forma, a Entidade crê que quem deve definir como cobrar é o próprio comerciante - considerando sua capacidade, seus parceiros e a necessidade e conveniência de seus clientes.

O mercado seria responsável, portanto, por definir as condições em que opera. A Federação crê que interferências do Estado em operações de negócios privados, por pressão de algum setor ou por definição governamental, tendem a gerar resultados prejudiciais ao comércio.

Ainda assim, caso a medida seja implementada, a FecomercioSP defende que o recebimento das vendas pelo lojista seja realizado no dia seguinte à operação, em vez de cinco, após a venda, conforme especulado, uma vez que os consumidores arcarão com os juros da operação.

A Entidade reforça que as políticas econômicas devem ser desburocratizadas. Até recentemente, por exemplo, os varejistas eram impossibilitados de oferecer condições diferenciadas de pagamento em compras em dinheiro e no cartão. Essa impertinência legal foi combatida pela Entidade, pois prejudicava os clientes e empresários que eram impedidos de, em comum acordo, fazer negócios melhores para ambos. A tese da FecomercioSP de liberdade de negócios venceu e, hoje, o comércio se beneficia dessa flexibilidade.