Flores como remédio para a alma

Nora e sogra inovam na cidade com o floral design, técnica iniciada como forma de terapia

A matéria-prima dos arranjos: flores nobres e exóticas - Thiago Freitas / Agência O Globo

 

Todas as manhãs são de primavera para a dupla Marcele Navega e Helô Brandão. Nora e sogra, respectivamente, as duas encontraram nas flores e no seu colorido a fórmula para mandar embora o estresse do dia a dia: elas, há três meses, começaram a criar arranjos, depois de um curso no Rio de floral design. O “ateliê” é a varanda de Helô, que tem vista para o mar de Icaraí. No começo, era só terapia. Só que os buquês têm tanta personalidade que uma clientela se formou rapidamente na cidade.

Marcele, que é promotora de Justiça, agora madruga para conseguir dar conta dos arranjos antes de seguir para o trabalho. E ela jura que com a sogra é tudo paz, amor e flores.

— Estamos sempre em harmonia, até em relação à paleta de cores — diz Marcele, que só trabalha com flores naturais. — Os arranjos envolvem gosto, composição, cores. Às vezes, colocamos um miniabacaxi ou uma suculenta. E gostamos de trabalhar com espécies mais exóticas.

Ruscus, lótus, dracena e anastasia são algumas. A dupla costuma criar buquês de noivas e para jantares e pequenas festas. E há clientes que contam com um serviço de luxo: toda semana, religiosamente, elas trocam o arranjo da casa deles.

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