Azaleia, a flor sem frescura

Azaleia, a flor sem frescura

Estrela em cidades como São Paulo no final de inverno, o arbusto de origem chinesa tem florada incrível e variadíssima. E o melhor: seu cultivo é uma baba

Quem circula pelas ruas de São Paulo ou de qualquer cidade do interior paulista não tem como escapar da estrela do momento nos jardins: a azaleia. A planta passa a maior parte do ano despercebida, já que suas folhas verde-escuras não são lá muito marcantes. Mas, no finalzinho do inverno, vem a recompensa: as azaleias ficam cobertas de flores cujos tons vibrantes e metálicos chegam a ofuscar. E a engenharia hortícola nos proporciona uma variedade incrível de opções dessa explosão visual: tem azaleia roxa, salmão, coral, branca, bicolor, de forma simples ou dobrada etc.

Azaleia rosa-claro

Azaleia rosa-claro (iStock/Getty Images)

Arbusto de origem chinesa, conhecido oficialmente como Rhododendron simsii, a azaleia é pau para toda obra. Rústica, adaptou-se de maneira notável ao clima do sudeste brasileiro. É um luxo que não dá trabalho: ela tolera períodos de seca e falta de regas, solos pobres e luz extremamente variável – floresce com a mesma exuberância tanto a sol pleno quanto na meia-sombra.

Azaleias brancas
Azaleias brancas (iStock/Getty Images)

A azaleia é tão adaptada às nossas condições que mimos demais até estragam. Ela não vegeta bem em solos encharcados e é meio chata no aconchego de apartamentos (prefira sempre a varanda onde bate sol à tarde). Detesta, sobretudo, ser adubada com corretores de acidez como o calcário: um dos segredos de sua adaptação à paisagem brasileira é o fato de termos solos ácidos, do jeitinho que a azaleia gosta.

Azaleia vermelha

Azaleia de flores rendadas (iStock/Getty Images)