Entender o consumidor é desafio do setor de floricultura

Investir em tecnologia, inovação e eficiência produtiva e de gestão são os grandes gargalos da floricultura. O setor fatura, anualmente, mais de R$ 2 bilhões apenas no Rio Grande do Sul. Com este montante, o Estado está entre os três maiores do país. A relevância torna ainda mais fundamental perceber e entender as mudanças no consumo.

A segmentação do público deve ser compreendida com agilidade, tanto por aqueles que atuam na produção quanto para quem está no varejo. A flor é um artigo de moda. Por isso, é preciso estar atento às movimentações do mercado, de olho na gestão eficiente, por meio de indicadores, diminuição de custos, preços competitivos e novidades constantes no mix de produtos. Temos que conhecer o novo cliente.

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Cabe salientar que o segmento é responsável por cerca de 10 mil empregos diretos, podendo dobrar esta estimativa se forem contados os postos indiretos, nos mais de 2 mil empreendimentos no Estado, integrando produtores de flores e plantas ornamentais, atacadistas, lojas de flores, artistas florais e decoradores, pesquisadores, empresas produtoras de insumos para a floricultura, de materiais de apoio e de equipamentos, consultores, paisagistas, estudantes e pesquisadores.

Foi para este público que a Aflori realizou no início de julho o 4º Encontro Estadual do Setor da Floricultura do Rio Grande do Sul. O evento, em Carlos Barbosa, reuniu cerca de cem participantes, com o objetivo de mostrar a floricultura como um modelo de negócio viável.

Foram apresentados indicadores que ajudam na tomada de decisões e no gerenciamento no varejo. Juntamente com uma visão macroeconômica nacional e a imposição de um planejamento em todos os segmentos da cadeia, o programa contemplou também a troca de informações entre empreendedores e especialistas.

É importante que as pessoas que atuam ou que pretendem investir, tenham consciência de que há certa estagnação no mercado, principalmente das lojas, que passaram a enfrentar, nos últimos anos, forte concorrência de supermercados na venda de flores.

Quem não souber criar novos serviços e se reinventar nesta nova realidade irá ter ainda mais dificuldades. A conjugação de eficiência, inovação, beleza e emoção é a chave do setor neste momento.

Voz Campeira | Aflori

Valdecir Ferrari é presidente da Associação Riograndense de Floricultura (Aflori)