Aumentou o índice de confiança do empresário do comércio

Aos poucos parece que o otimismo está voltando a fazer parte da rotina dos empresários do comércio de São Paulo. Pelo terceiro mês consecutivo, o indicador que afere o humor dos comerciantes apresentou crescimento

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) registrou alta de 1,5% ao passar de 102,8 pontos em abril para 104,3 pontos em maio - maior patamar desde maio de 2014, quando o índice atingia 104,8 pontos. Na comparação com maio do ano passado, o índice cresceu 37,3%.

Apurado mensalmente pela FecomercioSP, o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total). De acordo com a pesquisa, o aumento na confiança do empresariado neste mês foi sentido tanto nas grandes empresas como nas pequenas. Nas companhias com mais de 50 funcionários, houve alta de 3%, passando dos 103,6 pontos, em abril, para 106,7 pontos, em maio. Nas empresas com menos de 50 colaboradores, o crescimento foi de 1,4%, saindo dos 102,7 pontos para os atuais 104,2 pontos. Na comparação anual, tanto pequenas quanto grandes empresas apresentaram alta de 37,4% e 31,6%, respectivamente.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a diferença de confiança de grandes e pequenas empresas, que basicamente desapareceu entre março e abril, se manteve muito pequena em maio. A evolução do indicador está associada ao comportamento mais positivo de diversos fundamentos macroeconômicos como a redução consistente do ritmo inflacionário e a queda dos juros. Entretanto, o fato da coleta dessas informações ter ocorrido antes da eclosão da crise política, é necessário aguardar os próximos resultados para verificarse essa consistência de melhoria da confiança não foi perdida (FecomercioSP).

Governo anuncia 25,6 mil novas contratações para o Minha Casa

O Ministério das Cidades anunciou as novas contratações para a faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que contempla famílias com renda mensal bruta limitada a R$1,8 mil. O investimento previsto é de

R$2,1 bilhões para projetos em 77 municípios. Desde 2014 nenhuma contratação foi feita para a faixa 1 do programa. Outra novidade é que a modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) passa a privilegiar critérios de urbanização, infraestrutura prévia e proximidade de serviços públicos e centros urbanos.

Foram contempladas 25.664 novas unidades, que correspondem a 122 propostas selecionadas pelo ministério. A meta, para 2017, é que sejam contratadas 170 mil novas unidades habitacionais para esta faixa do programa; 40 mil novas unidades para a faixa 1,5 (renda familiar de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil) e 400 mil unidades para as faixas 2 e 3 (renda de R$ 3,6 mil para R$ 9 mil). Desse total, 100 mil unidades por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

 

Para as novas contratações, o governo estabeleceu como pré-requisito que o município a ser beneficiado não pode ter empreendimentos paralisados no FAR. Com isso, a intenção é evitar problemas como a distância entre o imóvel e as cidades beneficiadas, a ocorrência de unidades vazias e a paralisação de obras, entre outros gargalos identificados pelo ministério.

Pelos novos critérios eliminatórios de seleção, serão priorizados os municípios com elevado déficit habitacional, propostas com empreendimentos próximos a centros urbanos, agências bancárias, lotéricas e pontos de ônibus. Serão excluídas cidades que tenham unidades concluídas e legalizadas há mais de 60 dias, com ociosidade superior a 5% do total contratado (ABr).

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